quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Welcome to mistery

Bom, como o primeiro aluno a escrever para o blog do curso sou eu, foi bastante difícil decidir o tema sobre o qual abordar. Pensei em falar sobre eventos já ocorridos, eventos que vão ocorrer e até sobre locais de eventos existentes na cidade, mas ‘decidi inaugurar’ o blog falando um pouco sobre a turma de eventos, sobre a perspectiva de um aluno sobre o curso.

Quando as aulas iniciaram em fevereiro, entramos em uma instituição desconhecida, para estudar um curso novo sobre o qual nem sabíamos muito a respeito.

Nesse Curso, conhecemos um universo totalmente diferente do que esperávamos e principalmente, descobrimos que Eventos não é só festa. Nem eventos são só festas, existem dezenas de outros tipos de eventos.

A turma, inicialmente com 32 alunos, foi diminuindo gradativamente ao longo do caminho, perdemos grandes amigos (mas só dentro de sala, ok?), agora, no segundo módulo a turma realmente está menor, pelo menos os alunos são unidos.

Mas vamos falar do que mais nos interessa: o curso. Eventos não é exatamente o que eu pensava (acho que é diferente do que a maioria pensava), é melhor. As disciplinas ministradas por bons professores, os professores em si, o ambiente, tudo nos impulsiona a gostar cada vez mais das aulas e do campo de trabalho, que descobrimos ser bastante amplo.

Os professores já nos proporcionaram o contato com alguns produtores de eventos da cidade, que foram criativos e empreendedores, o que deu muito certo para eles. Esses profissionais da área, nos incentivaram bastante a continuar o curso, mostrando que mesmo com vários empecilhos que podem e vão aparecer, dá-se para contorná-los e realizar o evento, aproveitando bastante a profissão.

Com os estágios já realizados, mesmo que de curta duração, já deu para ter uma idéia do que iremos fazer futuramente.

Bom, junto à parte prática, aprendemos várias outras coisas bastante válidas não só para a carreira, mas para a vida. Aprendemos a trabalhar a coletividade, a ouvirmos os outros, a chegarmos a uma conclusão em conjunto, aprendemos a ser mais humanitários.

Estamos quase no fim do curso, mas apenas no início de nossas carreiras, temos muito chão pela frente: nós, os alunos e o Curso em si. Só tenho a agradecer aos professores e aos alunos, espero que prosperemos cada vez mais!

Bom, como eu disse, essa foi uma pequena apresentação da turma e do curso, os próximos posts serão sobre os mais variados e interessantes assuntos.

Um abraço,

Paulo José Cândido - 2º módulo EVE

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ser ou não ser criativo: eis a questão!


No mundo atual, onde eventos são cada vez maiores (tanto em números como em grandiosidade), de qual modo podemos nos destacar frente a um mercado cada vez mais diversificado, qualificado e carregado de concorrentes? Poderíamos pensar em algumas respostas, mas a que desejo destacar hoje não se trata de ferramentas que auxiliam na execução de eventos, tampouco em soluções tecnológicas. O que quero chamar atenção é uma solução de certo modo simples e não tanto onerosa, trata-se de uma maneira de encarar os eventos, de senti-los e que certamente ajudará os que porventura irão se aventurar nas riquezas e desafios da organização de eventos: estou falando da criatividade. Algo aparentemente simples e que poderá levá-los a se destacarem no mercado, muitas vezes sem muitos custos envolvidos.


A criatividade seria um modo de encarar as coisas fugindo dos velhos padrões, seria a capacidade de dar origem a coisas novas, ou ainda maneiras novas para se fazer coisas velhas. É assim que o autor Melo Neto (2008) do livro “Criatividade em Eventos” dispara duas maneiras de se ser criativo com relação aos eventos: pode-se inventar coisas novas ou pode-se inventar novas maneiras de se fazer coisas que se está acostumado a fazer de algum modo. Vou apresentar dois exemplos para ilustrar essas ideias, sendo os dois exemplos ligados à música eletrônica: a “Rio Music Conference” teve sua segunda edição em 2010 e se dividiu em duas frentes: o “The Conference” com palestras, mesas-redondas e estandes de expositores que discutiram temas como direitos autorais e leis de incentivo ligados à música eletrônica e o “The Music” que seria a festa em si, a rave com apresentação de vários DJs de renome internacional; o interessante do evento é que concentra a festa e a discussão sobre a festa, com feiras e negócios que envolvem o mercado da música eletrônica, e a data do evento, que este ano aconteceu em pleno carnaval carioca!! Outro evento que gostaria de chamar a atenção é o “Playground – Music Festival” cuja edição ocorrerá em Juiz de Fora dia 14 de agosto. O criativo do evento é que apesar de possuir um formato relativamente tradicional: música eletrônica e open bar, há um diferencial: um parque de diversões open air (que, gente, na minha opinião a mistura deve ser fatal: bebida alcoólica + brinquedos que colocam a gente de cabeça pra baixo chacoalhando nosso estômago deve ser = a situações não muito bacanas, mas há gosto pra tudo, né?!).

Pensando ainda na criatividade eis um conselho: explorem o espaço da sala de aula para exercitarem a criatividade, ousem, saiam da inércia, tentem o diferente. Nesse momento, do encontro nas aulas, vocês podem arriscar, acertar, errar, mas fundamentalmente aprender. Nizan Guanaes, em texto conhecido na internet, quando paraninfo de uma turma, cita um trecho da bíblia que acho interessante neste momento; ele diz estar escrito na carta de Laudiceia: “seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito”. Evitem ficar em cima do muro, serem medianos, se posicionem e adotem a conduta criativa!

Ainda, quando pensamos em criatividade fazemos alguma referência à imaginação, porque o sujeito criativo utiliza a imaginação para dar asas à sua criação. É claro que a imaginação é um impulso importante, algo como um combustível da criatividade, mas não pode se resumir a ela. Isto porque um sujeito só é criativo quando utiliza sua imaginação para criar projetos exeqüíveis, realizáveis, que podem ser colocados em prática. Caso contrário estamos pensando em pessoas imaginativas, não criativas. Desse modo a capacidade de imaginação, de sonhar, de enxergar além do que está em primeiro plano, do óbvio, é característica fundamental do indivíduo criativo. Contudo, essas características são inatas, ou seja, o sujeito já nasce criativo (assim como nasce com determinadas aptidões) ou ele pode desenvolver essa característica – o ser criativo – ao longo dos anos, fruto de suas relações e de seu meio social? Termino ainda esta fala com outras perguntas: você se considera criativo? Está pronto para exercer a criatividade no seu dia-a-dia de organizador de eventos?

Gheysa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Eventem-se"

Caros internautas,

Sejam bem-vindos ao nosso espaço virtual de discussão!

Este lugar foi criado com o objetivo de promover reflexões, análises e críticas sobre os diversos conteúdos que tangenciam o tema eventos.

Além, este é um ambiente de comunhão, um momento de encontro, já que os colaboradores, aqueles que alimentam este blog, são alunos e professores do curso técnico em Eventos do Instituto Federal Sudeste MG – campus Juiz de Fora.

Mas este espaço é também seu, que está lendo este texto agora – sujeito que não posso chamar apenas de leitor, já que este é um lugar interativo por excelência. Com isso quero dizer que todos os comentários são bem-vindos e importantes para o enriquecimento da discussão.

Ainda nesse momento de apresentação aproveito o ensejo para explicar o porquê do nome do blog. Curtindo um evento adoidado é uma alusão ao filme “Curtindo a vida adoidado”, de 1986, clássico dos anos 80, do diretor e roteirista John Hughes, cuja história apresenta um dia na vida de Ferris Bueller, um jovem que quer aproveitar a vida ao máximo. Por outro lado, o nome do blog expressa o sentimento de todos nós que participamos, já que gostamos muito de eventos.

Portanto, parafraseando o autor do livro “Criatividade em Eventos” Melo Neto (2008): “eventem-se” e curtam bastante nossa proposta!

Grande abraço,

Gheysa.

Cena do filme, quando Ferris Bueller dança no meio da rua ao som de Twist and shout, dos Beatles. Para Ferris coisas simples do dia-a-dia foram encaradas como grandes eventos.