Às 22 horas do dia 31 de maio, na cidade de Bicas, aconteceu
o tão esperado Miss Gay Zona da Mata 2014. Esta foi a primeira edição do
evento, cuja expectativa de novas edições parece ser grande, se considerarmos a
boa aceitação do público em geral. O
Esporte Cube Biquense foi escolhido para sediar a atração, que contou com
pessoas importantes na sociedade biquense, incluindo o prefeito Dr. Geraldo
Magela, um dos apoiadores da iniciativa.
Mesmo tratando-se de
um evento voltado para o público LGBT, 49% era heterossexual. Famílias inteiras
ocupavam as mesas reservadas, mostrando-se entusiasmadas com as apresentações
das candidatas a Miss. O organizador da
Festa, Kosme Roberto Fernandes, e o
promoter, Diego Stephano, trouxeram à população de Bicas um divertimento sem
igual, com atrações musicais e números de dança de “transformes” e “gogoboys”,
anunciados por dois mestres de cerimônia.
Sem tirar o glamour da festa, houve um pouco de tumulto no
começo da noite, pois a passarela prevista estava com 4 metros a menos e o mapa
das mesas foi refeito de última hora. Dois dos organizadores resolveram
remanejar os convidados, ou seja, o convidado chegaria com um número de mesa,
porém seria reacomodado. Algumas pessoas, que se sentariam próximas à passarela,
não ficaram nada satisfeitas com a troca repentina, reclamando da equipe de
organização.
Outras questões interferiram na condução do evento. A escada por
onde as Misses deveriam descer não foi sinalizada, atrapalhando a passagem do
público. Logo no início da noite, quando os convidados estavam chegando, uma
senhora idosa tropeçou na ponta dos degraus. Imediatamente, colocaram uma
decoração na escada que a tornou visível, evitando outros acidentes.
Controlados os ânimos daqueles que se incomodaram com os imprevistos,
a cerimônia teve início com duas horas de atraso. O desfile foi muito
aplaudido, as candidatas estavam bem vestidas e maquiadas. No entanto, não
havia alguém para conduzi-las à passarela.
As candidatas, que usavam saltos de até 15 centímetros, sentiram-se
desconfortáveis, assim como a plateia. Tanto que, após a descida da primeira
participante, um convidado robusto começou a auxiliar as transformistas. Estes problemas, aparentemente pequenos,
foram todos resolvidos, mas causaram má impressão aos convidados, receosos de
que algumas das modelos se machucassem na descida da passarela.
Um ponto alto do evento foi a apresentação dos artistas
Marcela Salorrana – que fez um cover de Alcione e, depois, uma apresentação
transvestida de Tati Quebra Barraco -
e Pamela Star – que cantou a música “New
York, New York”, vestida de Lisa Mineli.
Em outro momento, Pamela deixou todos empolgados com uma outra
apresentação, em que começou a cantar e dançar vestida de mulher até ir ser
despindo para terminar a performance como um homem. Entre uma apresentação e outra, a iluminação
do palco teve que ser reconfigurada, já que a visão dos espectadores ficou
prejudicada com o uso insuficiente dos holofotes. No entanto, o problema foi
rapidamente resolvido.
As candidatas à Miss Gay concorreram nas seguintes
categorias: Traje, Passarela, Simpatia,
Desenvoltura, Elegância e Conjunto. O prêmio principal foi para Louise Letage,
de Muriaé. Em segundo e terceiro lugares foram eleitas Amanda Becker , de Cataguases, e Morenna
Rhamonny, de Além Paraíba, respectivamente. A faixa e a coroa foram entregues
à Louise Letage pela Miss Brasil Gay
2013, Sheila Veríssimo. A ganhadora
deste ano irá concorrer ao título de Miss Brasil Gay 2014, em Juiz de Fora
. Após o encerramento do desfile, o salão
transformou-se em uma discoteca com música eletrônica e batidas características
das noites LGBT.
Mesmo com algumas falhas, à medida que despediam-se da
festa, os convidados, de perfis diversos,
faziam questão de ressaltar o quanto divertiram-se , já ansiosos pelas
próximas edições do evento.
Por Rosane Pontes e Salviano Soares - 2º módulo Eventos

















